Atentado em Cracóvia: seis mortos e 16 feridos num ataque com motivação ultranacionalista
Um ataque com arma de fogo em Cracóvia, Polónia, deixou seis mortos e 16 feridos, incluindo uma britânica e cinco estrangeiros. O autor, um homem de 25 anos com ideias ultranacionalistas, foi detido após abrir fogo na praça principal da cidade.
A cidade de Cracóvia, segunda maior da Polónia, viveu um dia de terror no sábado, quando um homem de 25 anos abriu fogo indiscriminadamente na Praça do Mercado, um dos locais mais emblemáticos e frequentados da cidade. O ataque, que as autoridades qualificaram como um ato de terrorismo, resultou em seis mortos — quatro mulheres e dois homens — e 16 feridos, entre os quais cinco estrangeiros, incluindo uma britânica e uma portuguesa.
O agressor, identificado como um cidadão polaco com ideias ultranacionalistas e fascínio por ideologias de extrema-direita, atuou sozinho a partir de um veículo. Vestia roupas de estilo militar e utilizou uma arma de fogo de grande calibre. Segundo as autoridades, o homem foi atingido durante a troca de disparos com a polícia, que interveio em menos de três minutos após o início do ataque. Dois agentes ficaram gravemente feridos, um deles com três tiros.
Além das vítimas na praça, foram encontrados três corpos na casa do agressor — duas mulheres e um homem, provavelmente familiares. As autoridades confirmaram que o ataque não teve outros envolvidos, contrariando rumores em redes sociais.
O primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, declarou dois dias de luto nacional e pediu que as investigações esclareçam as motivações do ataque, alertando para a disseminação de desinformação. Tusk classificou o episódio como algo sem precedentes na Polónia, sublinhando que o país nunca tinha vivido um ataque de terrorismo de tal magnitude. O presidente polaco, Karol Nawrocki, e outras figuras políticas condenaram o ato e elogiaram a rapidez da intervenção policial.
A cidade de Cracóvia, conhecida pelo seu património histórico e como destino turístico, manterá um período de luto oficial até quarta-feira, mas as autoridades garantiram que a vida na cidade continuará normal. O maior da cidade, Łukasz Gibała, afirmou que a praça voltará a ser um espaço de convivência, simbolizando a resiliência da comunidade.
O que ainda não se sabe
Apesar dos avanços nas investigações, algumas questões permanecem sem resposta:
- Motivação exata do ataque: Embora as autoridades saibam que o agressor tinha ideias ultranacionalistas e radicalizadas, ainda não foi esclarecido se existia um plano pré-definido ou se o ataque foi espontâneo.
- Identificação das duas vítimas não identificadas: Das seis mortes confirmadas, duas ainda não foram nomeadas, o que pode estar relacionado com a sua nacionalidade ou situação migratória.
- Detalhes sobre os corpos encontrados na casa do agressor: Não se sabe se as três pessoas mortas na residência do atirador eram familiares diretos ou tinham alguma relação com as suas crenças políticas.
- Possíveis ligações a grupos extremistas: Embora o agressor tenha sido descrito como tendo simpatias por ideologias de extrema-direita, não há confirmação de que estivesse integrado em qualquer organização ou rede.
- Estado de saúde do agressor: As fontes não esclarecem se o atirador sobreviveu ao ataque policial ou se está em condições de ser interrogado.
FONTES
- [The Guardian] Kraków shooting latest updates: five killed and more than a dozen injured, police say
- [Arab News] Five killed and more than a dozen injured in Krakow shooting; perpetrator shot by officers, Polish police say
- [Al Jazeera] Five killed and at least 10 injured in Krakow shooting
- [Novinite] Six Killed, 15 Injured in Shooting in Poland's Kraków
- [The Japan Times] Poland in shock after six die in Krakow mass shooting